Encontros são milagres ou são macumbas — milagres quando os sentimos bons, e macumbas quando os sentimos maus.
Quase ninguém pensa no milagre do encontro. Entretanto, num mundo imenso para nós, cada vez maior nas quantidades, cada vez menor nos espaços, em meio a tantos bilhões de variáveis, nas quais átimos de volição ou impulso podem mudar montanhas ou fazê-las sumirem na cratera do esquecimento ou da não-percepção.
Um encontro errado, uma pessoa errada, uma iniciação errada, um amigo errado, um dia mal, uma decisão equivocada, uma conseqüência inapelável, uma existência convertida em outra, um outro sentir, um outro ver-se a si mesmo, um outro ver-se no olhar dos outros, uma outra definição de si mesmo perante o mundo, uma outra postura, talvez agressiva, talvez passiva; enfim… — um outro produto humano como variável de uma matriz original de infindas alternativas.
A liberdade do homem reside na sua ignorância das infindas alternativas.
O homem é livre de saber, pois, saber lhe seria a angustia insuportável tomando-o por todos os lados.
Quando eu era menino deseja conhecer um ladrão. Aí pelos meus sete anos apareceu um ladrão roubando no escritório de meu pai; à época advogado.
Papai havia me dito que se pegassem o larapio eu iria conhecer um ladrão.
Pegaram-no. Nós fomos. Era um domingo à tarde. À porta do escritório meu pai pediu que eu esperasse no carro. Ele queria sondar o terreno. Minutos depois voltou lívido. Disse-me que o ladrão ficaria para outro dia…
Não aceitei. Ele sempre mantinha a palavra.
Então ele me disse que não me levaria até lá, mas que me diria quem era; tão somente eu guardasse segredo para sempre. Prometi. Ele sabia que eu guardava. Ele me treinara e educara para isso também.
— Meu filho, o ladrão é nosso amigo. É filho de minha comadre. É seu amigo de bola e de estádio aos domingos. É o fulano… Mas para que ele não fique envergonhado de saber que você sabe, não iremos lá; e você nunca o deixará saber que sabe; e vai tratá-lo como se não soubesse. Não é ladrão; apenas roubou.
Mas e se a atitude de papai fosse outra; e se divulgasse; e se chamasse a polícia; e se me deixasse ver; e se… — o que teria sido do moço; ou de mim; ou de todos nós? Uma resvalada; e tudo muda para sempre.
Uma pessoa toma uma decisão de visitar amigos, gosta do lugar, muda para lá, e encontra alguém que muda a sua vida. Mas o que a tirou de casa foi uma delicadeza para com um amigo que insistia e pedia uma visita.
Uma disputa entre amigos em razão de uma banalidade faz um rapaz e uma moça se encontrarem, e, mesmo sem amor para tal, casarem-se. E suas vidas nunca mais poderem ser outra coisa.
Um encontro. Um ato impensado. Um filho. E um destino radicalmente alterado.
Uma decisão: “Desço ou não do ônibus aqui nesta parada?” — e a vida da pessoa pode mudar para sempre; pois, nesta hipótese, a mulher que desce do ônibus tropeça na descida, e cai nos braços de um homem que a ampara daí pra sempre.
Assim, um dia, saberemos por quantos atos milagrosos fomos feitos e fomos salvos.
Entretanto, é bom se veja e que se busque entender cada instante-milagre que nos acomete.
Um segundo a mais… — e ele, ela, teriam virado a esquina para além do alcance de nosso olhar…
Tudo é co-incidência: incide junto.
Quase tudo em nossa vida é feito de “acasos” carregados de “desígnios”; e se desígnios não tivessem, mistério, todavia, não lhes faltaria; pois é como é possível que um segundo antes ou depois nos roubassem a oportunidade daquilo que passou a ser o resto-todo de nossas existências?
Assim, encontro é milagre, até quando é um mijagre.
Pense nisso!CaioFonte
Caiofabio.com.
Uma filme que tenha tudo haver com este texto? Veja
“Não por Acaso” Imperdível!!!
terça-feira, 28 de agosto de 2007
segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Para meditar: Marcos 2: 1-12
“Filho, estão perdoados os teus pecados”—disse Jesus ao paralítico que havia sido descido pelo telhado, com a ajuda de quatro amigos, até ficar deitado, amarrado em cordas no leito, bem diante Dele, na casa onde Ele estava ensinando e conversando sobre o Evangelho do Reino de Deus.
Mas os doutores da Lei arrazoavam em seus corações:
“Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados senão um só, que é Deus?”
De fato perdoar pecados é algo divino não somente porque só Deus pode perdoar pecados, mas também porque ninguém consegue perdoar pecados sem Deus.
Então Jesus percebeu as cogitações deles pelo Seu próprio espírito, e disse-lhes:
“Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? Qual é mais fácil, dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados—disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa.
Então o homem levantou-se e andou para casa!
Os que viram o ocorrido ficaram em total perplexidade e disseram:
“Jamais vimos coisa assim!”
Aqui estamos diante da alegria de Deus. Deus se regozija em perdoar os homens. Jesus disse que quando um pecador se arrepende há festa no céu, acontece banquetes de anjos, e brindes de louvor a Deus são levantados no universo.
Sim, perdoar pecados é a alegria de Deus!
Ou por que será que Ele alegremente criou o Universo? Não terá o perdão divino precedido a própria criação divina?
Somente Deus pode criar do Nada, e somente Ele pode tornar em Nada algo que um dia foi.
Perdão é uma des-criação que somente Deus pode realizar, e somente em Deus se pode visualizar tal ato.
Os escribas—que eram os doutos na Escritura—sabiam que nem o sumo sacerdote do Templo em Jerusalém podia fazer isto. Afinal, no dia do “Perdão”, uma vez a cada ano, antes de entrar no Santo dos Santos, o próprio sacerdote tinha que oferecer holocaustos pelos seus próprios pecados.
Quando Davi adulterou e encomendou a morte do marido da mulher que possuíra, Betesaba, o profeta Natã o visitou e o fez ver o pecado que cometera. Davi entrou em pânico de consciência. Disse: “Pequei contra o Senhor!” Natã, o profeta, todavia, lhe disse: “Também o Senhor já perdoou o teu pecado!”
O máximo que se poderia dizer era isto: “O Senhor te perdoou”; ainda que no dia a dia o que se poderia dizer era apenas a esperança do perdão. Algo como: “Que Deus te perdoe!”
Jesus, entretanto, nunca disse “Assim diz o Senhor: Perdoados estão os teus pecados”. Ele não poderia falar assim e ainda dizer: “Filho, estão perdoados os teus pecados”; visto que ao dizer “assim diz o Senhor”, Ele se tornaria apenas um profeta. Profetas falam da parte de Deus. Deus, porém, não fala de Si, pois Ele é.
Desse modo, Jesus nunca invoca a Deus para perdoar. Ele simplesmente perdoa.
Ninguém mais na terra poderia dizer aquilo em seu próprio nome sem estar basfemando.
O interessante é que o “arrazoado dos escribas” estava teologicamente certo na mesma medida em que estava completamente errado.
De fato, somente Deus pode perdoar pecados, assim como somente Deus pode trazer a revelação de que o pecado está perdoado.
A teologia não alcança isto como vivencia espiritual, mas tão somente como conceito!
Aqui há uma diferenciação entre a teologia e a revelação. Pela teologia pode-se saber o que é pertinente a Deus, mas não se pode saber quando Deus está sendo pertinente ao homem.
A teologia pode até dizer “somente Deus pode fazer isto”, mas não pode saber quando Deus mesmo está fazendo alguma coisa.
Eu disse no início algo que agora desejo repetir:
De fato perdoar pecados é algo divino não apenas porque somente Deus pode perdoar pecados, mas também porque ninguém consegue perdoar pecados sem Deus.
Sim, pela teologia eu posso saber que somente Deus pode perdoar pecados, mas não posso eu mesmo perdoar aqueles a quem Deus perdoou, visto que tal feito é divino, e requer uma revelação de Graça que a teologia não tem como me ajudar a apropriar em mim mesmo.
O melhor que a teologia faz é “arrazoar”, mas não sabe ver quando o ato divino está em curso; e nem consegue discernir que sempre que um coração perdoa pecados de outrem isto significa que Deus mesmo já perdoou.
Afinal, o melhor coração humano ainda nem chegou a pressentir o pecado que ainda será, enquanto Deus mesmo já o perdoou.
Por esta razão nunca temo dizer a alguém que me ofendeu “estão perdoados os teus pecados”. E quando o faço, é apenas porque sei que tal sinceridade e bondade em Graça só me acometem muito depois de Deus já haver perdoado a quem me deve ainda, mas que para Deus não deve mais.
Desse modo, quando perdôo alguém posso fazê-lo com toda certeza, pois eu, de mim mesmo, jamais seria capaz de perdoar alguém em meu próprio coração se ele, o meu coração, já não tiver sido entretecido pela Graça do perdão que Deus já concedeu ao meu próximo.
É por esta razão que sempre devo perdoar, visto que todo perdão que nasce em mim já chega como eco do perdão divino concedido ao meu próximo.
Nesse caso, quando não perdôo, não é o meu próximo quem perde alguma coisa, mas eu é que fico órfão de Deus em mim mesmo; visto que retenho contra o meu próximo aquilo que já não existe para Deus, visto que já foi por Ele des-criado: o pecado!
Quando meu ódio por alguém me faz pensar que Deus não é Pai daquela pessoa, não é a pessoa que perde alguma coisa, mas tão somente eu.
Daí toda essa história de “liberar perdão” não passar de basfêmia, visto que aqueles que assim declaram crerem que “liberando” o tal perdão estão fazendo bem ao outro, sem saber que é a sua própria salvação.Mas há aqueles que pensam que o perdão não altera nada, e que o pecado continua sendo um fato-pecado sendo perdoado ou não.
Todavia, não é assim. Na realidade, quando eu me oponho interiormente ao perdão que devo ao meu próximo, eu apenas aumento o pecado, não o dele, mas o meu. Portanto, o perdão descria o mal, e a falta dele cria o mau em mim.
Há pessoas que não perdoam porque pensam que perdão de pecados precisam ser na melhor das hipóteses coisa profundamente dificultada, a fim de que ninguém se equivoque e continue pecando. Será você um desses?
O que essas pessoas não entendem é que perdão de pecados não significa concessão ao pecado. Ao contrário, a única forma de haver diminuição de pecados é justamente pela via do perdão. Sem perdão o pecado cresce não naquele que pecou, mas em mim, que julgo que não peco.
Há pessoas que fazem de tudo para tornar o pecado algo pesado e difícil de ser perdoado, e assim o fazem porque desejam que o perdão seja uma conquista do outro; e tal possibilidade, crêem eles, só pode ou deve acontecer quando o pecador já se esfolou todo a fim de provar que conquistou o seu lugar de mérito a fim de receber o perdão.
Nesse caso, que mérito há num perdão que já passou a ser uma dívida comprada pelos esforços do outro?
Ora, se é assim, não é Graça. E se não é Graça, é Lei. E se é Lei, não há perdão de pecados, visto que pela Lei os justificados são somente aqueles que não transgridem Nada e Nunca. E mais: se não é Graça para o meu próximo é porque não é Graça para mim. Assim, eu permaneço nos meus pecados, não necessariamente o meu irmão.
O fato é que Jesus ensinou que perdão não é algo pesado, e não deve ser dificultado. Foi por esta razão que Ele disse que o próximo sinceramente arrependido deve ser perdoado até 490 vezes no mesmo dia. Hipérbole que mostra que perdoar deve se tornar algo equivalente a respirar, pois de fato o perdão é oxigênio para a alma de quem perdoa, muito mais do que o é para a alma daquele que o busca. Pois se o busca em mim, a quem ele sente dever, é porque a Graça já o convenceu de culpa. E a Graça nunca convence de culpa sem antes já haver perdoado.
Assim, perdoar é minha própria salvação, não a do outro!
O preço do perdão foi pago antes da fundação do mundo pelo Cordeiro imolado antes de haver Criação.
Assim, antes de criar, Deus des-criou aquilo que, em existindo, tem o poder de acabar com a vida.
Desse modo aprendemos que para haver criação, antes teve que haver a des-criação daquilo que aconteceria em qualquer criação; pois uma criação que não necessitasse jamais da des-criação na forma de perdão seria tão perfeita quanto o Criador.
Ora, teme Deus alguma concorrência? Não tem Ele poder e bondade para criar seres perfeitos?
Não, não é o caso. Deus criou tudo muito bom. A ordem do Universo se estabeleceu em perfeição, e nenhuma perfeição será perfeita se dentro dela não houver liberdade. E como haverá liberdade sem que haja seres com consciência-de-si mesmos? E como haverá ou haveria tais seres se não houvesse a possibilidade da escolha? E como escolheriam sem correr o risco de qualquer coisa? Sem o risco de qualquer coisa não existe liberdade. Liberdade é risco.
Liberdade, consciência e amor não se separam jamais. Visto que nenhum deles existe em perfeição sem o outro. Pois sem liberdade não existe consciência, e sem consciência não existe amor que seja amor. Que amor pode ser amor se não puder ser não-amor?
Portanto, Deus não estava se precavendo quando o sangue do Cordeiro foi conhecido desde antes da fundação do mundo, mas apenas sendo responsável em Seu ato criador. Afinal, como teria eu alguma consciência sem liberdade? E como teria eu liberdade sem o risco da queda? E como amaria a Deus com consciência da verdade se eu mesmo não tivesse tido de conhecê-la contra mim?
Assim, o perdão como des-criação é garantia da própria criação!
Perfeição para Deus não é ser perfeito, é ser desejando ser para Ele e Nele.
Então alguém pergunta: Nesse caso nunca mais se poderá pensar numa criação onde não haja mais a necessidade do perdão como descriação?
Não! Tal mundo chagará, quando o primeiro céu e a primeira terra passarem, e o mar já não existir. No entanto, essa Nova Jeruasalém só acontecerá depois de ter havido algo que tinha que ter vindo primeiro: a liberdade de escolher, e a possibilidade de aprender no cerne do ser, não como um programa de escolhas perfeitas, mas como experiência da verdade.
Ora, a perfeição que nos aguarda tinha que ser precedida pelas coisas que poderiam se corromper. Sem a experiência da corrupção nenhuma mente saberia o que é incorrupção!
Porém com Deus está o perdão!
O que é mais fácil, perdoar pecados ou criar a possibilidade da cura para o corpo? Que é mais fácil, perdoar o paralítico ou curar-lhe as pernas?
Pense nisto!
"VOCÊ COMPREENDE A LINGUAGEM DE JESUS?"
Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não podeis ouvir a minha palavra. – Jesus, João 8.
A verdade é mais simples que a simplicidade.
“Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não podeis ouvir a minha palavra.”
Ora, no contexto de João 8, tudo começa com a cena da mulher flagrada em adultério, a qual é salva do apedrejamento por uma única resposta-pergunta de Jesus. Naquela ocasião eles entenderam a linguagem de Jesus. Entenderam em si mesmos, a partir do que criam sobre si mesmos. Sem “fé” ninguém entende linguagem alguma.
Depois, entretanto, Jesus lhes diz coisas que só poderiam ser discernidas a partir do pressuposto de que Jesus não era louco, mas Deus. Sim, porque o que Jesus diz só cabe entre o Doido e Deus.
Ele diz coisas de Si mesmo que são inconcebíveis. É acusado de fazer auto-propaganda, e a isso responde que Moisés dissera que se houvesse duas testemunhas, toda palavra se formava como verdadeira; e conclui: eu falo a verdade porque meu Pai da testemunho de mim.
“Quem é teu pai?” — perguntam eles.
Resposta: “Se conhecêsseis a mim, conheceríeis também a meu Pai”; e, assim, questiona todo o pressuposto da percepção deles. Afinal, Jesus era visível e perceptível; porém, para Jesus, havia um “Eu” que eles não conheciam, o qual, sendo conhecido, era equivalente a conhecer seu Pai.
Mas quem ousaria suspeitar que Ele não era louco, mas a própria Luz-cidez?
Quando indagado acerca do que dizia e do que intentava; ao dizer que não seria mais achado entre eles depois de um tempo — se era por que Ele se suicidaria ou por que iria ensinar aos gregos na dispersão; Ele apenas diz: “Vós sóis cá de baixo; eu sou lá de cima”.
Assim, quanto mais explica “em verdade, em verdade” menos é entendido. Pois era impossível compreender a linguagem sem crer na palavra Dele.
Assim, Ele diz: Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não podeis ouvir a minha palavra.
Ninguém jamais entenderá nada do Evangelho a menos que creia na Palavra de Jesus em razão de poder ouvi-la dando razão a Deus à priori.
E quem tem tal disposição a menos que seja tocado por uma revelação de amor divino?
E quem terá tal insight se já não tiver o coração propenso à simplicidade da linguagem do amor?
Se não for assim, a Linguagem de Jesus é incompreensível até para o mais refinado teólogo ou filosofo.
No entanto, quando alguém pode ouvir a Palavra, então passa a compreender a linguagem; e tudo fica mais que claro.
Você compreende essa linguagem?
Jesus é a linguagem.
Jesus Deus.
Deus Jesus.
Jesus Filho.
Deus Pai do Filho.
Filho de Deus.
Eu - Ele = Um.
Se essa equação entra em nós por revelação, então, a linguagem é compreendida, pois a Palavra foi ouvida e crida.
Somente a fé que ouve, e ouve crendo, é que se capacita a entender a linguagem de Jesus, que é a linguagem de Deus.
Do contrario, como os judeus de então, a gente pensa que Ele está saindo para viajar ou para se suicidar.
Caio
21/08/07
Manaus
AM
A verdade é mais simples que a simplicidade.
“Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não podeis ouvir a minha palavra.”
Ora, no contexto de João 8, tudo começa com a cena da mulher flagrada em adultério, a qual é salva do apedrejamento por uma única resposta-pergunta de Jesus. Naquela ocasião eles entenderam a linguagem de Jesus. Entenderam em si mesmos, a partir do que criam sobre si mesmos. Sem “fé” ninguém entende linguagem alguma.
Depois, entretanto, Jesus lhes diz coisas que só poderiam ser discernidas a partir do pressuposto de que Jesus não era louco, mas Deus. Sim, porque o que Jesus diz só cabe entre o Doido e Deus.
Ele diz coisas de Si mesmo que são inconcebíveis. É acusado de fazer auto-propaganda, e a isso responde que Moisés dissera que se houvesse duas testemunhas, toda palavra se formava como verdadeira; e conclui: eu falo a verdade porque meu Pai da testemunho de mim.
“Quem é teu pai?” — perguntam eles.
Resposta: “Se conhecêsseis a mim, conheceríeis também a meu Pai”; e, assim, questiona todo o pressuposto da percepção deles. Afinal, Jesus era visível e perceptível; porém, para Jesus, havia um “Eu” que eles não conheciam, o qual, sendo conhecido, era equivalente a conhecer seu Pai.
Mas quem ousaria suspeitar que Ele não era louco, mas a própria Luz-cidez?
Quando indagado acerca do que dizia e do que intentava; ao dizer que não seria mais achado entre eles depois de um tempo — se era por que Ele se suicidaria ou por que iria ensinar aos gregos na dispersão; Ele apenas diz: “Vós sóis cá de baixo; eu sou lá de cima”.
Assim, quanto mais explica “em verdade, em verdade” menos é entendido. Pois era impossível compreender a linguagem sem crer na palavra Dele.
Assim, Ele diz: Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não podeis ouvir a minha palavra.
Ninguém jamais entenderá nada do Evangelho a menos que creia na Palavra de Jesus em razão de poder ouvi-la dando razão a Deus à priori.
E quem tem tal disposição a menos que seja tocado por uma revelação de amor divino?
E quem terá tal insight se já não tiver o coração propenso à simplicidade da linguagem do amor?
Se não for assim, a Linguagem de Jesus é incompreensível até para o mais refinado teólogo ou filosofo.
No entanto, quando alguém pode ouvir a Palavra, então passa a compreender a linguagem; e tudo fica mais que claro.
Você compreende essa linguagem?
Jesus é a linguagem.
Jesus Deus.
Deus Jesus.
Jesus Filho.
Deus Pai do Filho.
Filho de Deus.
Eu - Ele = Um.
Se essa equação entra em nós por revelação, então, a linguagem é compreendida, pois a Palavra foi ouvida e crida.
Somente a fé que ouve, e ouve crendo, é que se capacita a entender a linguagem de Jesus, que é a linguagem de Deus.
Do contrario, como os judeus de então, a gente pensa que Ele está saindo para viajar ou para se suicidar.
Caio
21/08/07
Manaus
AM
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
"BLOG: VEM & VÊ TV - A TV DO SITE"

Queridos amigos!
Conforme temos anunciado no site, e conforme o texto do Caio que se encontra abaixo, o Blog da “Vem & Vê TV” já está pronto. E aqueles que demonstraram desejo de colaborarem com a TV do site, já podem fazer o cadastro no seguinte link:
http://www.caiofabio.com/vemvetv/
Desde já agradecemos a sua colaboração e compromisso!....
Abraço!
Equipe http://www.caiofabio.com/
Queridos amigos do site http://www.caiofabio.com/ – Graça e Paz!
Postei no site uma pesquise há mais de um mês.
Hoje foi seu último dia. Ei-la:
Se o site oferecesse um canal de TV 24 horas com tudo do Caio e de outros, você teria se custasse até:
30 reais
930 votos - 57%
40 reais
115 votos - 7%
50 reais
205 votos - 12%
Significando dizer que aproximadamente 1250 pessoas (se não estavam “brincando de pesquisa”) disseram que terão o canal Vem & Vê TV assim que ele seja lançado.
Entretanto, nós não temos recursos para bancar aventuras. Assim, só colocaremos o canal no ar depois de termos certeza de que as pessoas que dizem sim, de fato querem dizer sim; pois, também neste caso, o que passar disso, vem do maligno.
Estabelecemos o seguinte processo:
1. Blog de Inscrição: desse modo, cada pessoa terá que ir ao link do Blog e preencher um “cadastro sério”, com todos os dados de quem não está brincando de virtualidade. Este é o primeiro passo; e espero que todos os que disseram sim na pesquisa, digam consistentemente a mesma coisa.
2. Pagamento do sinal pelo serviço: dentro do Blog estão todas as informações sobre o pagamento via boleto bancário ou cartão de crédito, conforme se faz na Loja do site.
3. Informações técnicas sobre recepção de sinal e qualidade de imagem e som estão todos disponibilizados no Blog.
4. O sinal da Vem & Vê TV estará será disponibilizado apenas depois que pelo menos 500 pessoas tiverem se tornado assinantes. O Prazo de inscrições neste momento expirará 30 dias depois do lançamento do Blog de Inscrição e Cadastro. Isto porque somente os 500 primeiros poderão se inscrever de inicio, pois, só abriremos novas inscrições depois de estarmos certos de podermos atender mais assinantes.
A Programação terá os seguintes conteúdos:
1. Mensagens minhas e de outros Mentores do Caminho.
2. Entrevistas com pessoas que tenham algo interessante e importante, tanto espiritualmente, como também de interesse público.
3. Programas para jovens e adolescentes.
4. Programas para crianças.
5. Programa para mulheres, dirigido pela Adriana e com a participação de amigas do Caminho.
6. Música de boa qualidade, “espiritual” ou não.
7. Devocionais dirigidas por mim todos os dias.
8. Hora de leitura da Bíblia feita por mim, com cenários belos e música. Estou gravando todo o Novo Testamento e diariamente teremos uma hora inteira de leitura da Palavra.
9. Alguns dias de transmissão ao vivo, tipo “reality” — deixando as câmeras abertas aqui no jardim de minha casa, onde muito da programação acontecerá.
10. Documentários próprios, gravados em várias locações no Brasil e em outros paises, como Israel, Egito, Itália, Turquia, etc.
11. Tele-cursos bíblicos: o Francisco Pacheco, o Chico, coordenará os cursos.
12. E todas as gravações e transmissões das programações e eventos do Caminho da Graça: cultos, estudos, reuniões de oração, festas, churrascos, maratonas, competições e encontros de laser e esporte, entre outras coisas.
Agora, me deixe feliz e torne-se um assinante da Vem & Vê TV.
Saiba: você está saindo na frente. Em no máximo três anos você estará vendo nosso canal no seu set de TV e som, pois, tudo estará conectado à Internet.
Para nós esse é um ministério que pode ser parte do sonho de conversão, de consciência e de compromisso com o Reino que todos nós desejamos que aconteça.
Agora é hora de você deixar de ser virtual e passar a se tornar real.
Posso contar com você?
Então, diga sim ao que você antes disse que diria sim se fosse real. É sim ou não, afinal?
Com todo carinho; e Nele, que é nossa razão de crer e sonhar com coisas boas,
Caio
02/07/07
Lago Norte
Brasília
Obs.: Este texto estará dento do Blog que lançaremos, se Deus permitir. Aqui apenas antecipo o que será.
Acesse o BLOG VEM & VÊ TV AQUI:
http://www.caiofabio.com/vemvetv/
Outras Informações: atendimento@caiofabio.com
Conforme temos anunciado no site, e conforme o texto do Caio que se encontra abaixo, o Blog da “Vem & Vê TV” já está pronto. E aqueles que demonstraram desejo de colaborarem com a TV do site, já podem fazer o cadastro no seguinte link:
http://www.caiofabio.com/vemvetv/
Desde já agradecemos a sua colaboração e compromisso!....
Abraço!
Equipe http://www.caiofabio.com/
Queridos amigos do site http://www.caiofabio.com/ – Graça e Paz!
Postei no site uma pesquise há mais de um mês.
Hoje foi seu último dia. Ei-la:
Se o site oferecesse um canal de TV 24 horas com tudo do Caio e de outros, você teria se custasse até:
30 reais
930 votos - 57%
40 reais
115 votos - 7%
50 reais
205 votos - 12%
Significando dizer que aproximadamente 1250 pessoas (se não estavam “brincando de pesquisa”) disseram que terão o canal Vem & Vê TV assim que ele seja lançado.
Entretanto, nós não temos recursos para bancar aventuras. Assim, só colocaremos o canal no ar depois de termos certeza de que as pessoas que dizem sim, de fato querem dizer sim; pois, também neste caso, o que passar disso, vem do maligno.
Estabelecemos o seguinte processo:
1. Blog de Inscrição: desse modo, cada pessoa terá que ir ao link do Blog e preencher um “cadastro sério”, com todos os dados de quem não está brincando de virtualidade. Este é o primeiro passo; e espero que todos os que disseram sim na pesquisa, digam consistentemente a mesma coisa.
2. Pagamento do sinal pelo serviço: dentro do Blog estão todas as informações sobre o pagamento via boleto bancário ou cartão de crédito, conforme se faz na Loja do site.
3. Informações técnicas sobre recepção de sinal e qualidade de imagem e som estão todos disponibilizados no Blog.
4. O sinal da Vem & Vê TV estará será disponibilizado apenas depois que pelo menos 500 pessoas tiverem se tornado assinantes. O Prazo de inscrições neste momento expirará 30 dias depois do lançamento do Blog de Inscrição e Cadastro. Isto porque somente os 500 primeiros poderão se inscrever de inicio, pois, só abriremos novas inscrições depois de estarmos certos de podermos atender mais assinantes.
A Programação terá os seguintes conteúdos:
1. Mensagens minhas e de outros Mentores do Caminho.
2. Entrevistas com pessoas que tenham algo interessante e importante, tanto espiritualmente, como também de interesse público.
3. Programas para jovens e adolescentes.
4. Programas para crianças.
5. Programa para mulheres, dirigido pela Adriana e com a participação de amigas do Caminho.
6. Música de boa qualidade, “espiritual” ou não.
7. Devocionais dirigidas por mim todos os dias.
8. Hora de leitura da Bíblia feita por mim, com cenários belos e música. Estou gravando todo o Novo Testamento e diariamente teremos uma hora inteira de leitura da Palavra.
9. Alguns dias de transmissão ao vivo, tipo “reality” — deixando as câmeras abertas aqui no jardim de minha casa, onde muito da programação acontecerá.
10. Documentários próprios, gravados em várias locações no Brasil e em outros paises, como Israel, Egito, Itália, Turquia, etc.
11. Tele-cursos bíblicos: o Francisco Pacheco, o Chico, coordenará os cursos.
12. E todas as gravações e transmissões das programações e eventos do Caminho da Graça: cultos, estudos, reuniões de oração, festas, churrascos, maratonas, competições e encontros de laser e esporte, entre outras coisas.
Agora, me deixe feliz e torne-se um assinante da Vem & Vê TV.
Saiba: você está saindo na frente. Em no máximo três anos você estará vendo nosso canal no seu set de TV e som, pois, tudo estará conectado à Internet.
Para nós esse é um ministério que pode ser parte do sonho de conversão, de consciência e de compromisso com o Reino que todos nós desejamos que aconteça.
Agora é hora de você deixar de ser virtual e passar a se tornar real.
Posso contar com você?
Então, diga sim ao que você antes disse que diria sim se fosse real. É sim ou não, afinal?
Com todo carinho; e Nele, que é nossa razão de crer e sonhar com coisas boas,
Caio
02/07/07
Lago Norte
Brasília
Obs.: Este texto estará dento do Blog que lançaremos, se Deus permitir. Aqui apenas antecipo o que será.
Acesse o BLOG VEM & VÊ TV AQUI:
http://www.caiofabio.com/vemvetv/
Outras Informações: atendimento@caiofabio.com
terça-feira, 31 de julho de 2007
"CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO DO EVANGELHO"

A Graça é inclusão imerecida em tudo o que Deus chama bom e bem.
Desse modo a Graça nos inclui para nos acolher e nos inclui para nos enviar.
Sim! Porque a Graça é tudo. Graça é o que de Deus nos vem. E o que Dele não nos vem?
Ora, no início minha preocupação era com a dimensão inclusiva da Graça e com o poder de anulação da Lei como meio de salvação, posto que se é de Graça não decorre de Lei, conforme Paulo.
Assim, dediquei os primeiros anos dessa nova jornada ao trabalho de ajudar as pessoas entenderem essa dimensão fundamental. Penso que a maioria entendeu.
Agora, chegou a hora de avançar nas muitas e infindáveis outras dimensões da Graça de Deus em nós.
Chegou a hora da Graça do Trabalho.
Chegou a hora da Graça de dar.
Chegou a hora da Graça de si dar.
Chegou a hora da Graça de expandir dons e serviços da fé.
Chegou a hora da Graça como missão no mundo.
Chegou a hora da Graça como compromisso.
Chegou a hora da Graça como o privilégio de ser responsável.
Chegou a hora da Graça para os gratos e engajados por amor.
A Graça nos tira do lixo para o tesouro!
Mas tem gente que deseja apenas a Graça que perdoa quem está no lixo, embora não haja em tais pessoas nenhum desejo de sair de lá. Assim, a Graça salva pelo fogo, mas não derrama fogo do céu sobre a cabeça da pessoa como poder e unção.
Em outras palavras (e minha mulher e alguns irmãos do Caminho são minhas testemunhas quanto ao que direi) — chegou a hora na qual aqueles que dizem que são abençoados com o que ensino, me levem mais a sério do que nunca, pois, esse tempo todo, apenas aguardava a hora madura para iniciar essa outra viagem: a jornada na Graça como alegria de servir a Deus e ao próximo, com todos os dons da Graça que o Espírito Santo sobre nós tem derramado.
Agora é que a viagem começará a ficar linda, rica e excitante!
Você vem?
Nele, em Quem a Graça não é vã,
Caio
30/07/07
Lago Norte
Brasília
domingo, 15 de julho de 2007
"EM NOME DE JESUS - FÉ E CRENÇA"

Por Paulo Brabo - http://www.baciadasalmas.com/
O drama da narrativa bíblica reflete, em muitos sentidos, um árduo esforço divino para eliminar da mente humana o conceito de magia: a noção de que, através de fórmulas mágicas ou procedimentos estabelecidos, Deus ou o universo podem ser manipulados para atingirmos o objetivo que temos em mente.
Desde a primeira página, um dos traços mais distintivos do Deus das Escrituras é que ele não faz barganhas. Não há ritual ou palavra mágica que possa torcer o seu braço a fazer o que queremos. Se Deus concede o que homens lhe pedem é reflexo da sua magnanimidade e da intimidade de relacionamento que ele propõe, jamais da habilidade humana em manipulá-lo.
Essa obsessão divina em apagar da experiência humana a idéia da magia explica muito nas filigranas dos mandamentos e da Lei de Moisés. Israel não deve ter “outros deuses além de mim”, entre outras coisas, porque os deuses dos outros povos são entidades manipuláveis – aceitam suborno, dobram-se diante do ritual certo, vendem-se por um sacrifício, negociam, especulam e cedem a barganhas. Deus sabe que não é assim que o seu universo funciona, e não quer que seu povo adote essa visão distorcida do mundo. Pela mesma razão ele deita rigorosas proibições contra feitiçaria, amuletos e toda espécie de adivinhação.
Os cristãos reincidem constantemente na magia.
O próprio regime de sacrifícios não pressupõe qualquer controle mágico do mundo; as prescrições deixam muito claro que trata-se de provisão graciosa para a purificação dos pecados, e não de instrumento de manipulação. Deus faz alianças e assina contratos que beneficiam outros além de si mesmo, mas não distribui senhas ou abracadabras. No mundo dele você pode pedir, mas não pode obter o que quer por mágica, isto é, pela força e pela argúcia.
O que o Primeiro Testamento elucida o Novo escancara: Jesus passeia pelo mundo demolindo a noção essencialmente mágica de favor prestado e retribuição. Deus – explica o Filho do Homem – não distingue méritos e não rebaixa-se a troca de favores, mas “faz que o seu sol se levante sobre maus e bons”. Seus filhos não devem recorrer a repetitivas fórmulas mágicas em suas orações, “porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes”. Não é o pecado nem o bom comportamento que explicam as desgraças ou as felicidades, porque o mundo não funciona pela lógica simplista e retributiva da magia (”Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas?”).
O universo – Jesus explica – funciona pela lógica singular da graça, não pela lógica humana da magia e da retribuição. Esta é, essencialmente, a natureza da boa nova do reino: Deus não pode ser manipulado a fazer o bem que já está disposto a fazer em primeiro lugar.
Porém a magia tem um brilho sedutor, e os cristãos resvalam periodicamente nela: recorremos cheios de esperança a óleos milagrosos, profetas curandeiros, caixinhas oraculares de versículos, bibliomancia, quarentenas de oração e copos d’água. Mesmo a obsessão cristã com o domingo é essencialmente mágica, quando o Apóstolo alerta a não cairmos na velha armadilha de “dias de festa, ou lua nova, ou sábados”, coisas que “têm aparência de sabedoria e de rigor ascético (…), mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne”.
O emblema final e mais eloqüente da capitulação cristã a uma visão mágica do mundo talvez esteja no abuso, popular à náusea entre evangélicos e pentecostais, da expressão “em [o] nome de Jesus”. Orar e pedir “em nome de Jesus”, conforme prescrito no Novo Testamento, era provavelmente para ser entendido como se lê; seria orar “como Jesus oraria”, ou pedir “imbuído do espírito de Jesus”. Com o tempo, o enfoque migrou do espírito para a letra; transferiu-se da pessoa e da postura de Jesus para as palavras, imbuídas supostamente de autoridade e poderes sobrenaturais (de forma semelhante ao Shem Hamphoras da tradição judaica medieval). O conteúdo reduziu-se a fórmula, abracadabra que abre – esperamos – todas as portas.
"ADORAÇÃO QUE TRANSFORMA"

Adoração que Transforma
por Ariovaldo Ramos - http://www.ariovaldoramos.com.br/
“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Co 3:18).
Deus a gente adora, isso é certo, mas como é que se adora a Deus? Proponho que nesse texto, Paulo nos aponta um caminho. Ele diz que, diferente de Moisés, a gente não precisa usar o véu sobre o rosto (2 Co 3:13), Moisés decidiu usá-lo porque o brilho da glória foi desaparecendo, e ele não queria que o povo o percebesse, isso porque o brilho dependia da exposição de Moisés à glória de Deus, o que aconteceu no Sinai, uma vez que ele não estava mais exposto, porque teve de descer do monte, teve de voltar para o meio do povo, o brilho foi, naturalmente, desaparecendo.
E, por que a gente não precisa usar esse véu? Não é porque nosso brilho é de melhor qualidade e dura mais tempo, mas, porque a gente está sempre diante da glória do Senhor, a gente não precisa ir a nenhum lugar especial para ficar exposto à glória do Senhor, a gente pode e deve estar o tempo todo diante da glória do Senhor, logo, depende só da gente, só não fica exposto à glória do Senhor quem não quiser.
E como a gente faz para expor-se e manter-se exposto? A gente já está exposto, portanto, a primeira coisa que devemos desenvolver é essa consciência, estamos sempre diante da glória do Senhor, tudo o que a gente pensa, fala e faz é diante dele. Em segundo lugar, temos de transformar tudo que pensamos ou fazemos num culto ao Senhor, conscientes de que pensando ou agindo estamos sempre diante dele, daí a gente tem de se portar de modo digno de quem está na presença do Senhor, logo, certos pensamentos e sentimentos têm de ser rechaçados de cara (Ef 4:31; Cl 3:5 a 9), porque não são dignos de quem está na presença da glória do Senhor, e tudo que a gente fizer tem de ser do jeito que Deus gosta (Cl 3:23).
O que é a glória do Senhor? É a forma como o Senhor se mostra a nós. A gente contempla a glória do Senhor e é transformado à imagem do Senhor. Porém, a gente está olhando a glória do Senhor como quem se olha no espelho e a gente se olha no espelho para se acertar, logo, contemplar a glória do Senhor é olhar para a imagem com a qual ele se nos apresenta de modo a nos acertarmos a partir dessa imagem, para ser cada vez mais parecido com a imagem que estamos vendo.
De que forma o Senhor se apresenta a nós? Segundo Apocalipse 5:6, como cordeiro, uma vez que o ancião que se aproximou de João para dizer-lhe que não precisava mais chorar, disse-lhe que o Leão da tribo de Judá havia vencido e estava apto para tomar o livro e abrir-lhe os selos, porém, quando João se levantou para ver o leão, viu o Cordeiro. Jesus, para o céu, é o Leão, mas, para nós é o Cordeiro, aliás, em Apocalipse Jesus é citado como leão uma vez e, como Cordeiro, 31 vezes. Jesus se apresenta a nós a partir de sua humilhação e apresenta a sua humilhação como modelo de vida para nós, como disse Paulo em Filipenses 2:5 a 8. Jesus sempre se apresenta a nós como Cordeiro e demanda que a gente viva, também, como cordeiro. E viver assim é que é adorar ao Senhor, e quanto mais a gente vai nessa direção mais o Espírito Santo nos transforma em gente assim, de modo que vai ficando cada vez mais natural.
E quanto mais nós, porque isso é comunitário, vamos sendo transformados à imagem do Cordeiro mais vamos sendo edificados.
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